Tabela comparativa de custo total de propriedade em 60 meses para impressão própria e outsourcing, mostrando acumulado mês a mês

TCO de impressão em 5 anos: parque próprio ou outsourcing?

Tabela mês a mês, break-even e três faixas de volume: veja como o TCO de 60 meses muda entre impressão própria e outsourcing e quais premissas viram o resultado.

Sumário

Análise comparativa do custo total de propriedade (TCO) de impressão em horizonte de 60 meses: parque próprio versus outsourcing

Em 60 meses, o outsourcing pode sair mais barato que o parque próprio em volumes médios e altos. A vantagem encolhe, e até se inverte, com baixo volume, toner barato ou queda de demanda.

O que os 60 meses mostram, em resumo

Quando a comparação é justa, com todos os custos dos dois lados e não só o toner contra a mensalidade, o parque próprio começa o ciclo em desvantagem por causa do desembolso inicial. Depois, ele tenta recuperar essa diferença mês a mês. Se consegue recuperar antes do mês 60 depende de três variáveis: o custo por página do suprimento, o volume mensal real e o quanto a manutenção pesa a partir do terceiro ano.

Nos cenários hipotéticos abaixo, o outsourcing fecha os 60 meses à frente em volume médio e alto. O parque próprio leva vantagem em volume baixo, com toner mais barato ou quando a demanda cai durante o contrato. Nenhum modelo vence sempre. O que decide é o encaixe entre o seu perfil de uso e as condições do contrato.

Premissas do comparativo: a que situação estes números se aplicam

Todos os valores deste artigo são de um cenário hipotético. Eles servem para mostrar a mecânica da conta, não para prever preços de mercado. Se a dúvida ainda é qual modelo considerar, a leitura de base é o comparativo sobre comprar, alugar ou terceirizar impressora. Aqui o foco é só o horizonte de cinco anos entre compra e terceirização. O conceito também não é redefinido: para isso existe o conteúdo sobre o que é TCO de impressão.

  • Parque: 10 multifuncionais monocromáticas A4 em rede, em escritório de porte médio.
  • Volume base: 20.000 páginas por mês, ou 1.200.000 páginas em 60 meses.
  • Compra: R$ 6.000 por equipamento, pagos no mês 0 (R$ 60.000 no total).
  • Suprimento próprio: R$ 0,06 por página em toner.
  • Peças e manutenção próprias: R$ 250 por mês nos anos 1 e 2 e R$ 600 por mês nos anos 3 a 5, refletindo desgaste de fusor, cilindro e as manutenções corretivas com peças e visita técnica.
  • Tempo interno de TI: 8 horas por mês a R$ 60 por hora no parque próprio. No outsourcing, 2 horas por mês de gestão residual.
  • Outsourcing: franquia de 20.000 páginas por R$ 2.900 por mês, com equipamento, toner, manutenção e suporte incluídos.
  • Neutros (iguais nos dois lados, fora da conta): papel, energia elétrica e espaço físico.
  • Simplificações assumidas: sem reajuste de preços, sem custo de capital, sem impostos e sem valor de revenda. Cada uma delas mexe no resultado, como mostra a seção de fatores.

O que entra em cada coluna da conta

Do lado próprio, a conta soma o desembolso de compra com tudo o que o equipamento consome e exige ao longo da vida útil. Do lado terceirizado, soma a mensalidade com o que ainda fica dentro de casa. A lista completa de itens está em componentes do TCO de impressão. O que costuma escapar da planilha está detalhado em custos ocultos da impressão corporativa. Para o método completo de cálculo, a referência é o guia completo do TCO da impressão corporativa.

Um ponto técnico importa aqui: a comparação só vale se as duas colunas tiverem o mesmo escopo. Se a franquia inclui suporte e peças, o lado próprio precisa carregar as horas de TI e as peças. Sem isso, você compara um custo parcial com um custo total. É o mesmo raciocínio de quem tenta descobrir quanto custa imprimir uma página na empresa olhando só o cartucho.

Tabela lado a lado: os 60 meses em cada cenário

Custo acumulado no cenário base hipotético (20.000 páginas por mês):

MêsParque próprio (acumulado)Outsourcing (acumulado)Diferença (próprio − outsourcing)
0R$ 60.000R$ 0R$ 60.000
12R$ 83.160R$ 36.240R$ 46.920
24R$ 106.320R$ 72.480R$ 33.840
36R$ 133.680R$ 108.720R$ 24.960
48R$ 161.040R$ 144.960R$ 16.080
60R$ 188.400R$ 181.200R$ 7.200

Como os valores se formam: o parque próprio custa R$ 1.930 por mês nos anos 1 e 2 (toner R$ 1.200, peças R$ 250 e TI R$ 480) e R$ 2.280 por mês nos anos 3 a 5, quando a manutenção sobe. O outsourcing custa R$ 3.020 por mês fixos (franquia R$ 2.900 mais R$ 120 de gestão). Nos 60 meses, isso dá um custo por página efetivo de cerca de R$ 0,157 no parque próprio e R$ 0,151 no outsourcing.

Onde fica o break-even point

O break-even, aqui, é o mês em que o acumulado do parque próprio fica abaixo do acumulado do outsourcing. Nos dois primeiros anos, o parque próprio recupera R$ 1.090 por mês da vantagem inicial do outsourcing. A partir do terceiro ano, com a manutenção mais cara, recupera só R$ 740 por mês. Nesse ritmo, as curvas se cruzariam perto do mês 70, depois do fim do ciclo. E é justamente perto dali que o parque próprio costuma enfrentar a reposição dos equipamentos, tema de uma seção mais abaixo.

O erro de comparar só o toner com a franquia

No mesmo cenário, o toner próprio soma R$ 72.000 em 60 meses. Colocado ao lado dos R$ 181.200 do outsourcing, parece óbvio que comprar é melhor. Só que esses R$ 72.000 representam menos de 40% do custo real do parque próprio. Até a compra dos equipamentos, que muita gente trata como “o custo”, fica em torno de um terço do total. Uma comparação equivalente precisa trazer as duas colunas para o mesmo escopo antes de qualquer conclusão.

Cenários de volume variável

O volume é a variável que mais mexe no resultado, porque o custo do parque próprio acompanha as páginas impressas enquanto a franquia tem uma parte fixa. Mantendo o parque de 10 equipamentos, veja três faixas hipotéticas:

Faixa (hipotética)Premissas principaisPróprio em 60 mesesOutsourcing em 60 mesesBreak-even
Baixo: 8.000 págs./mêsPeças 40% menores; franquia R$ 2.300R$ 134.160R$ 145.200Perto do mês 50, a favor do próprio
Base: 20.000 págs./mêsPremissas da tabela principalR$ 188.400R$ 181.200Perto do mês 70, fora do ciclo
Alto: 40.000 págs./mêsEquipamentos mais robustos (R$ 9.000 cada), peças R$ 450 e depois R$ 1.100, TI 10 h; franquia R$ 4.600R$ 320.400R$ 283.200Não ocorre no ciclo

Por que isso acontece: em volume baixo, a parte fixa da franquia pesa mais que a economia operacional, e o custo efetivo do outsourcing fica perto de R$ 0,30 por página. Em volume alto, a escala do fornecedor e o desgaste acelerado do parque próprio abrem a diferença a favor da terceirização.

Se o volume cai durante o contrato

Suponha que, a partir do terceiro ano, o cenário base caia para 14.000 páginas por mês, por digitalização de processos, por exemplo. O parque próprio economiza toner e fecha em R$ 175.440. O outsourcing continua pagando a franquia de 20.000 páginas e fica em R$ 181.200. O resultado se inverte, e o parque próprio passa a sair mais barato. Por isso as cláusulas do contrato de outsourcing de impressão sobre revisão de franquia pesam tanto quanto o preço inicial.

Se o volume cresce

Se o volume sobe para 26.000 páginas por mês a partir do terceiro ano, com excedente a R$ 0,10 por página, o outsourcing vai a R$ 202.800. O parque próprio vai a R$ 201.360, sem contar o desgaste extra de peças que esse aumento provocaria. É um empate técnico: o desempate vem da disponibilidade e da previsibilidade, não da planilha.

Quando a regra geral não vale

  • Parque já quitado e em bom estado: sem CAPEX no mês 0, o ponto de partida muda. Nesse caso, o que se compara é o custo operacional restante com o risco crescente de falhas.
  • Suprimento mais barato: com toner a R$ 0,04 por página no cenário base, o parque próprio fecha em R$ 164.400 e cruza a curva do outsourcing perto do mês 46. Mas a economia no suprimento pode aparecer depois como manutenção. Esse efeito está explicado em toner genérico, recarregado ou original.
  • Uso muito especializado: produção colorida A3 ou gráfica interna têm outra estrutura de custo. As premissas deste comparativo não servem para eles.
  • Unidades com volume muito desigual: em redes com filiais pequenas e matriz grande, a conta consolidada esconde situações opostas. O ideal é calcular por unidade ou por grupo de equipamentos.

Fatores que mudam a conclusão

  • Downtime: não entrou no cenário base. Um custo hipotético de R$ 300 por mês em paradas nos anos 3 a 5 já leva o parque próprio a R$ 199.200. O método para estimar esse valor está em como calcular o custo do tempo parado.
  • Horas reais de TI: 8 horas por mês é uma premissa conservadora. Se o chamado de impressora no helpdesk de TI consome mais que isso, a vantagem do outsourcing cresce.
  • Modelo de cobrança: a franquia fixa protege o orçamento, mas penaliza quando o volume cai. O clique puro acompanha o uso. A comparação entre os dois está em custo por clique vs franquia mensal.
  • Reajuste anual: contratos costumam ter índice de correção, e o toner comprado avulso também muda de preço. Aplique o mesmo tratamento de inflação às duas colunas.
  • Custo de capital: R$ 60.000 desembolsados no mês 0 deixam de render ou de ser usados no negócio. Considerar esse custo favorece o modelo sem CAPEX.
  • Revenda no fim do ciclo: um valor residual, em geral baixo para equipamentos de 5 anos, reduz um pouco o TCO próprio.

O mês 61: obsolescência e o CAPEX de reposição

A tabela termina no mês 60, mas a decisão não termina ali. No parque próprio, o sexto ano costuma trazer reposição do parque: um novo desembolso parecido com o do mês 0, ou a opção de continuar com máquinas mais sujeitas a falhas, com peças mais difíceis de achar e firmware que pode deixar de receber atualizações de segurança. No outsourcing, a renovação do contrato em geral inclui a troca por equipamentos atuais, sem novo CAPEX.

Há também uma dimensão de eficiência. Equipamentos mais novos tendem a gastar menos energia em espera e facilitam políticas de impressão controlada. O ganho exato depende do modelo, por isso ficou fora da conta, mas ele conversa diretamente com a agenda de política de impressão e ESG.

Recomendação por porte: quando cada cenário tende a fazer sentido

PerfilO parque próprio tende a fazer sentido se…O outsourcing tende a fazer sentido se…
Pequena empresa ou unidade únicaO volume é baixo e estável, há poucos equipamentos e alguém cuida do parque sem prejudicar outras tarefasUma parada custa caro (atendimento, clínica) ou não existe TI interna
Média empresaO parque está quitado e em bom estado, e há um bom custo por página de suprimento com manutenção controladaO volume é médio ou alto, o TI está sobrecarregado e o orçamento precisa ser previsível
Grande empresa ou rede multiunidadesHá estrutura própria de manutenção e compras em escalaSão muitas unidades, é preciso padronizar e ter SLA e bilhetagem centralizados

No caso de pequenas empresas, a discussão específica sobre outsourcing de impressão para baixo volume aprofunda o ponto em que a franquia deixa de compensar.

O que reunir antes de comparar os seus 60 meses

  • Leituras dos contadores de páginas de cada equipamento por 3 a 6 meses. O passo a passo está em como medir volume e cobertura de impressão.
  • Notas fiscais de toner, cilindros e peças dos últimos 12 meses.
  • Histórico de chamados de impressora no helpdesk, com o tempo gasto em cada um.
  • Inventário do parque com modelo, idade, situação de garantia e disponibilidade de peças.
  • Registro de paradas e do impacto delas na operação.
  • Projeção de volume: digitalização prevista, novas unidades, sazonalidade.

Com esses dados em mãos, o briefing para cotação de outsourcing de impressão fica comparável com a coluna do parque próprio.

Leituras equivocadas mais comuns

  • Ler o break-even como garantia: ele muda com qualquer premissa. É uma leitura de sensibilidade, não uma previsão.
  • Usar o volume de um mês atípico: fechamento contábil ou matrícula escolar distorcem a média.
  • Ignorar o fim do ciclo: comparar 60 meses sem considerar a reposição favorece artificialmente o parque próprio.
  • Olhar só o preço da franquia: sem SLA, excedente e regras de revisão, o preço baixo pode esconder um contrato rígido.

Análise profissional

Na prática, o que decide a comparação raramente é a mensalidade. É a curva de manutenção do terceiro ao quinto ano e a estabilidade do volume. Um parque próprio parece barato nos dois primeiros anos e fica caro quando as peças de desgaste começam a vencer ao mesmo tempo. Um contrato de outsourcing parece caro no papel, mas embute disponibilidade, que só vira número quando alguém mede o downtime.

O que costuma passar despercebido é a assimetria de risco. No parque próprio, a empresa assume a variação de custo. No outsourcing, ela assume o risco de volume, porque paga a franquia mesmo quando imprime menos. A leitura técnica consistente testa as duas colunas com pelo menos três cenários de volume e com a mesma política de reajuste. Depois, confere se o SLA de outsourcing de impressão proposto cobre de fato as paradas que hoje pesam na operação.

Conclusão final

Nos cenários hipotéticos analisados, os 60 meses contam uma história de curvas: o parque próprio sai atrás por causa do CAPEX e se recupera lentamente. Ele só alcança o outsourcing quando o volume é baixo, o suprimento é barato ou a demanda cai. Em volume médio e alto, a terceirização tende a fechar o ciclo à frente, e ainda evita a reposição do mês 61. O próximo passo é refazer a tabela com os dados reais do seu parque e testar a sensibilidade das premissas.

Perguntas frequentes

O papel costuma estar incluído no outsourcing?

Em geral, não. Por isso ele ficou fora dos dois lados deste comparativo. Alguns fornecedores oferecem o fornecimento de papel como item à parte. Confirme isso na proposta.

Dá para manter parte do parque próprio e terceirizar o resto?

Sim. O modelo híbrido é comum quando algumas unidades têm volume muito baixo ou equipamentos recentes. Nesse caso, cada grupo de equipamentos ganha a própria conta de 60 meses.

O prazo do contrato precisa ser de 60 meses?

Não necessariamente. Os prazos variam conforme o fornecedor. O importante é comparar horizontes iguais: se o contrato for mais curto, projete a renovação para cobrir os mesmos 60 meses.

O que fazer com as impressoras próprias ao migrar?

As opções mais comuns são revender, realocar em funções secundárias ou descartar de forma adequada. O valor residual entra como redutor do TCO do lado próprio.

A diferença contábil entre CAPEX e OPEX muda a conta?

Muda a forma de registrar e o impacto no caixa, não o custo total. A compra é depreciada ao longo da vida útil, e a mensalidade vira despesa do período. A área contábil define o tratamento adequado.

Quer ver os 60 meses com os números do seu parque?

A FT Print pode montar este comparativo com o volume, os equipamentos e o histórico reais da sua operação, lado a lado com uma proposta de outsourcing no mesmo escopo. Solicite uma análise do seu ambiente de impressão pelos canais de contato disponíveis nesta página.

Referências

  • Este artigo não cita normas, estudos ou estatísticas externas. Todos os valores vêm de cenários hipotéticos, com premissas declaradas na seção de premissas.
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Felipe Trindade
Felipe Trindade é engenheiro de produção formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, especialista em outsourcing de impressão, GED e gestão de documentos. Possui experiência na implantação de projetos corporativos, com domínio de soluções como NDD Print e SafeQ, além de atuação baseada em normas como ISO 9001 e ISO 14001.
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